terça-feira, 10 de novembro de 2009

Futuro=Passado=Presente

Nos últimos meses fomos bombardeados por notícias, manchetes nacionais, internacionais fantásticas acerca o Brasil. Brasil é modelo ao mundo sobre como enfrentar a crise econômica mundial. Analistas internacionais afirmam que país é o primeiro a demonstrar recuperação perante a grande crise. Bovespa tem maior índice de rentabilidade acumulada no ano de 2009 entre as principais bolsas de valores do mundo. O exploração do Pré-sal pode colocar o país no rol dos grandes exportadores de petróleo. Brasil empresta dinheiro ao FMI. Já tínhamos a Copa do Mundo de Futebol de 2014 agora se confirmou os Jogos Olímpicos 2016 no Rio de Janeiro. É vaga (temporária) no conselho de segurança da ONU. Somos a "menina dos olhos" para os EUA, China, Japão, França.
O país realmente se prepara para cumprir um novo papel no cenário Internacional nos anos vindouros. Aquela história de que o "Brasil é o país do futuro" que muito e sempre se falou, parece estar chegando diante dos nossos olhos.
Há toda uma aura de otimismo instituída no país, mostrada pela grande imprensa, capaz até de tirar o sono do Diogo Mainardi.
O que não se vê é crescimento social, não se notam alterações significativas nos índices de desenvolvimento humano (IDHs) , a busca intensiva por uma democracia de fato, o fim da corrupção e impunidade aos atos irresponsáveis dos governantes com a "coisa" pública. Escândalos brotam a todo instante nos corredores do Congresso Nacional, com a mesma velocidade os fatos são abafados e/ou esquecidos pela grande massa. Quem se lembra da última da família Sarney? E a farra das passagens aéreas? E os atos secretos do Congresso? A trapalhada do MEC com o Enem? A lista de fiascos e rapinagem é infindável.
Vamos entrar na nova década tendo como grandes desafios organizar em sequência com sucesso os dois maiores eventos esportivos do planeta. É o que a grande mídia aponta.As grandes questões sociais, violência, saúde, educação, erradicação da corrupção ao que tudo indica ficarão novamente em segundo plano. Enquanto isso vai se aplicando a velha forma do “Bolsa Alguma Coisa”, que o povo se contenta e se acomoda.
Desafio mesmo é transformar todo este momento, esta superação da crise, estas boas perspectivas em crescimento social e humano. País do futuro? E se o futuro for igual ao passado que é igual ao presente?